CARAS.COM.BR – Nathalie Marques orienta como prevenir queda capilar e sinais de envelhecimento

Dermatologista explica causas, cuidados e tratamentos que unem tecnologia e prevenção para manter a saúde da pele e dos cabelos em todas as fases da vida

 

O cuidado com a pele vai além da aparência. Para a dermatologista Nathalie Marques, o processo começa com escuta e vínculo. “Todo mundo traz uma dor. Mesmo nos casos estéticos, há algo mais profundo que precisa ser escutado com calma e atenção”, afirma.

Formada em medicina pela Faculdade da Saúde e Ecologia Humana (FASEH), Nathalie encontrou sua vocação ainda na infância. “Meus pais contam que eu dava injeções de mentirinha na família inteira. Desde os oito anos, dizia que seria pediatra. Sempre soube que queria cuidar de pessoas”, relembra. Apesar da convicção na medicina, foi apenas no meio da graduação que se apaixonou pela dermatologia, após vivenciar de perto o impacto dos cuidados com a pele e a possibilidade de unir ciência, estética e conexão humana.

Primeira médica da família, Nathalie percorreu um caminho baseado em esforço, dedicação e escolhas conscientes. Após anos atendendo em clínicas terceirizadas, percebeu que só conseguiria exercer sua profissão da maneira que acreditava se criasse seu próprio espaço. “Eu queria tempo para conversar, ouvir com atenção, entender a rotina de cada paciente. Sempre fui médica de consultório, gosto de vínculo e não de pressa”, explica.

O projeto da clínica começou em 2016 com a compra de uma sala e só se concretizou em 2021, após a maternidade, a pandemia e a conquista do título de especialista. “Hoje posso cuidar com calma e coerência, sem a pressão do tempo e com foco na experiência de quem chega até mim. Era isso que eu queria”, diz.

Dermatologia com naturalidade e propósito

A Clínica Nathalie Marques, localizada em Belo Horizonte (MG), oferece protocolos individualizados para a face, o corpo e os cabelos. Mas a médica é categórica ao dizer que não trabalha para transformar ninguém, e sim para fortalecer a autoestima de cada pessoa. “Nós não somos feitos para caber em um padrão. Quero que meus pacientes se vejam no espelho e reconheçam quem são, mesmo com o passar do tempo”, reflete.

Entre as principais queixas que recebe está o envelhecimento facial, muitas vezes descrito como “rosto derretendo”. Segundo Nathalie, o processo é multifatorial e começa entre os 30 e 40 anos, com perda óssea, redução de gordura e queda na produção de colágeno. “Gosto de mostrar fotos e usar analogias simples. Quando o paciente entende o que está acontecendo, ele se compromete mais com o tratamento”, afirma.

Para tratar essas alterações, ela combina técnicas como toxina botulínica, bioestimuladores, fios de sustentação, Lavieen, Ultraformer e o plasma para blefaroplastia não cirúrgica. “Cada paciente precisa de uma estratégia diferente. Às vezes, o problema está na estrutura, outras vezes na qualidade da pele. Só uma escuta detalhada permite esse olhar”, completa.

Nathalie também destaca a importância de cuidar de áreas muitas vezes negligenciadas, como o pescoço, o colo e as mãos. “Não adianta cuidar só do rosto. Essas regiões também revelam nossa idade e merecem atenção desde cedo”, orienta.

Queda de cabelo exige diagnóstico precoce e estratégias específicas

Outro tema recorrente no consultório é a queda capilar, especialmente entre mulheres no pós-parto, pacientes com estresse crônico e pessoas que enfrentaram a COVID-19. Além de atender em sua clínica própria, Nathalie também é responsável técnica por uma clínica de transplante capilar em Belo Horizonte, o que ampliou sua experiência na área.

“A perda de cabelo pode ter muitas causas, como deficiências nutricionais, alterações hormonais e distúrbios autoimunes. Mas o que mais vejo é queda relacionada ao estilo de vida, com alimentação ultraprocessada e altos níveis de estresse”, explica.

Ela alerta que o tempo é um fator decisivo para o sucesso do tratamento. “Costumo dizer que tempo é cabelo. Quanto mais o paciente demora a procurar um dermatologista, mais difícil fica recuperar os fios. Muitos passam pela farmácia, depois pelo cabeleireiro, e só então procuram ajuda médica”, relata.

O protocolo inclui exames individualizados, tratamento tópico e oral, e, em muitos casos, procedimentos injetáveis no consultório. Nathalie destaca os avanços na medicina regenerativa como um diferencial importante. “Utilizamos substâncias com ação semelhante à de células-tronco, capazes de regenerar tecidos e estimular os folículos capilares. Os resultados são expressivos, principalmente nos casos de alopecia androgenética”, afirma.

Os homens, antes mais resistentes, têm procurado cada vez mais o consultório, especialmente por questões capilares. “A dor é um limitador, mas estamos avançando muito em conforto e resultado. Os pacientes se sentem mais seguros”, observa.

Prevenção e rotina são pontos centrais na dermatologia clínica

Embora atue com tecnologias avançadas, Nathalie defende que o melhor tratamento começa em casa. Ela adapta rotinas de skincare para a realidade de cada paciente e enfatiza a importância da fotoproteção. “Não adianta investir em procedimentos e esquecer do básico. Um bom protetor solar usado todos os dias vale mais do que o creme mais caro”, orienta.

A médica também se posiciona contra a banalização dos procedimentos e defende que o início da dermatologia preventiva deve ser feito com consciência. “Tenho pacientes de 32 anos que nunca fizeram Botox e não precisam. A prevenção começa com hábitos e acompanhamento médico, não necessariamente com agulhas”, esclarece.

Nas redes sociais, utiliza uma linguagem acessível para esclarecer dúvidas e desmistificar tratamentos. “O que mais ouço é: ‘o que resolve esse bigode chinês?’ E geralmente me perguntam se é com Botox. Mas nem sempre é. Cada queixa tem uma indicação específica”, afirma.

Gerações e autoestima em construção

Com pacientes de todas as idades, Nathalie observa diferenças importantes entre gerações. “Mulheres acima dos 50 chegam com mais receios, pois começaram os cuidados estéticos há pouco tempo. Já a geração dos 30 aos 50 tem mais equilíbrio e busca resultados naturais”, comenta.

Ela chama atenção ainda para o uso precoce e muitas vezes inadequado de produtos dermatológicos por adolescentes. “Vejo adolescentes usando ácidos no rosto aos 12, 13 anos, porque viram uma influenciadora aplicar. Sem diagnóstico e sem orientação, isso pode causar danos sérios à pele”, alerta. Segundo Nathalie, essa é uma geração que demanda atenção especial quanto à educação dermatológica e ao uso consciente dos produtos.

Para ela, o papel do dermatologista é também educativo, ajudando cada pessoa a encontrar o equilíbrio entre autoestima e bem-estar. “Beleza não é exagero. É leveza, identidade e respeito à individualidade. O que faço aqui é guiar essa construção com ética e ciência”, diz.

Caminho com propósito

Com três anos de clínica própria, a médica não tem planos de expansão. Seu desejo é seguir oferecendo um atendimento exclusivo e centrado no paciente. “Não quero virar uma rede nem multiplicar salas. Quero continuar aqui, fazendo o que amo, com calma, com vínculo e com verdade”, afirma.

Esse cuidado, segundo Nathalie, só se estabelece com base em vínculo e confiança entre médico e paciente. “Não tenha medo da especialidade. Tenha cuidado com quem você entrega sua pele. Se há confiança, escuta e dedicação, já é meio caminho andado.”

CRM 52576 RQE 49355

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